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05/02/2008

‘Olha, Ana, tempero não é técnica, tempero é mão.’

Dom Panta homenageia sua conterrânea


“Quando passeio por Goiás Velho, reconheço e revivo cada detalhe da minha história nos suas ruas, córregos e serras. E relembro, quando ainda menino, desta doceira na feira junto a outras tantas mulheres da cidade, e nem sabia que ela era escritora”.

Cora Coralina ou Ana Lins de Guimarães Peixoto Bretãs (seu nome de batismo) , personagem e símbolo da tradição da vida interiorana, nasceu na cidade de Goiás Velho, em 20 de agosto de 1889, na casa que pertencia à sua família há cerca de um século e que se tornaria o museu que hoje reconta sua história

Os poemas de Cora Coralina trata de temas que faz relembrar coisas do passado, como tirar água de poço, fazer doce de goiaba. A comida típica da região, as famílias e seus 'causos', tudo motivava a escritora fazer uma ponte entre o passado e presente da cidade, numa tentativa de registrar sua história e entender as mudanças. Nas suas próprias palavras: "rever, escrever e assinar os autos do Passado antes que o Tempo passe tudo ao raso". Com a mesma rica simplicidade de seus personagens, Cora fazia doces cristalizados para vender

Publicou seu primeiro livro aos 75 anos de idade. Ficou famosa principalmente quando suas obras chegaram até as mãos de Carlos Drummond de Andrade, quando ela tinha quase 90 anos de idade.



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